Livros

The Tiny Book of Tiny Stories

Olá, amadas e amados.

Hoje eu vim falar desses livrinhos pequenininhos lindinhos que já estão na minha estante há algum tempo (comprei em 2015), mas que ainda não tinha mostrado a quase ninguém. Todos que conhecem se apaixonam, será que vocês vão se apaixonar também?

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Os três volumes coloridos foram produzidos de forma colaborativa pela HitRecord, fundada por Joseph Gordon-Levitt (ator de “500 dias com ela”, além de outros filmes). E são os xodozinhos da minha coleção de língua inglesa.

The Tiny Book of Tiny Stories traz uma série de micro histórias e ilustrações que transitam entre o fofinho, o engraçado e o melancólico. E quando eu falo micro, é micro mesmo. Histórias de duas ou três linhas são super comuns nos livros. O bacana é que você acaba se identificando com várias delas, mesmo sendo tão curtinhas.

Fiz umas fotos de algumas das páginas que eu mais gosto, querem ver?! rs

Senta, que lá vem foto.

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E, aí? O que acharam dessas páginas? Lindas historinhas e lindas ilustrações, não é verdade?! E essas são só algumas das que eu mais gosto. Comprei os livros na Book Depository e, da última vez que eu olhei, eles estavam com um super desconto. Espero que tenham gostado desse post-rápido-cheio-de-imagens de hoje.

Com amor,

A. Verena

 

 

Livros

Fangirl – Rainbow Rowell

Olá, pessoas amadas, tudo bem?

Hoje eu vim falar desse livro que, ao meu ver, é o queridinho de 9 entre 10 leitores. Ganhei ele no Natal (sim, ganhei muitos livros no natal e no meu aniversário) e só agora decidi ler.

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O livro conta a historia de Cath, um escritora de fanfiction apaixonada pelo personagem Simon Snow (que é um espécie de Harry Potter no mundo de Fangirl). Ela agora vai pra universidade e precisa lidar com alguns “problemas da vida adulta”.

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Saber que sua irmã gêmea (super amiga) não quer dividir o mesmo quarto que você na faculdade e perceber que sua nova colega de quarto não gosta nada de você é pra deixar qualquer uma abalada. Pra piorar a situação, Reagan (a colega de quarto) tem um namorado lindo e encantador, o Levi. Vocês já imaginam o que vai acontecer, né… Além disso tudo, a Cath precisa conciliar as matérias da faculdade com a escrita da sua fanfiction de sucesso na internet. Alias, tem mais coisas. O pai workaholic que fica sozinho em casa, a relação com os colegas de sala, os trabalhos e prazos da matéria que ela mais queria fazer, a irmã se metendo em enrascada e até sua mãe, que há séculos não tinha contato, resolve aparecer pra deixar a cabecinha da Cath mais confusa nesse primeiro ano de faculdade. Nossa! Escrevendo agora eu fiquei com pena da Cath. rs

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O livro tem uma leitura super fácil e leve, mas teve alguma coisa que não deixou ele me pegar de primeira. Não sei se foi a fonte do livro ou se a história que demorou mesmo de me pegar. Eram páginas e mais páginas em que nada realmente acontecia. Foram quase duzentas páginas para eu, finalmente, ficar pensando “o que vai acontecer agora?”.

Uma coisa bastante interessante desse livro é que os capítulos são intercalados com trechos da fanfiction de Cath e trechos dos livros do Simon Snow. Isso faz o leitor mergulhar ainda mais na história de Fangirl, mas confesso que me deixava, por muitas vezes, nervosa e ansiosa pra que acabasse logo e voltasse pro livro mesmo. Queria saber logo como iria continuar o capítulo que tinha acabado na página anterior.

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Não estou dizendo que não gostei do livro!!! Gostei sim! Mas não rolou aquela super identificação, sabe?! Talvez se eu tivesse lido ele quando eu tinha uns 18 anos, e também estava entrando na faculdade, tivesse tido um apego maior a história. Ou se eu fosse super fã de alguma série de livros, como  HP (eu gosto de HP, tá, gente. Só não sou aquela potterhead de primeira!), ou se eu também escrevesse fanfictions. Sei lá.

Ah, comprei o Eleanor & Park também da Rowell e acho que ele vai furar a fila dos “para ler”. Vou ler com menos expectativas do que eu tinha quando comecei a ler Fangirl. Acho que vai ser melhor assim.  🙂

Às vezes, escrever é como descer um morro, seus dedos tocam o teclado do mesmo modo que suas pernas pisam o chão quando não conseguem lutar contra a gravidade.

Esse trecho aí do livro me pegou de jeito! Senti falta da época em que eu escrevia meus contos e minhas historinhas. Era exatamente assim que eu me sentia. Às vezes, começava a escrever e não conseguia parar enquanto não tivesse certa de que tinha acabado o conto. Simplesmente escrevia e escrevia e escrevia… Deu até vontade de voltar a escrever e postar na net, como Cath. Será?

Com amor,

A. Verena

Livros · Sem categoria

Eu te darei o Sol – Jandy Nelson

Olá, pessoas lindas, tudo bem com vocês? Espero que esteja tudo azulzinho… Sei que ando meio sumida, algumas leituras me fizeram ficar tonta por uns meses. Ainda bem que saí dessa ressaca de leituras e escritas e hoje estou aqui pra falar sobre esse livro profundo e encantador.

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Ganhei esse livro ano passado no meu aniversário e também dei um exemplar dele de Natal para uma das minhas melhores amigas. Ela começou a ler no mesmo dia e, assim que terminou, ficou insistindo para que eu logo lesse também. Ela falou tanto desse livro que acho que fiquei com um pouco com medo dele (pode isso?), foram tantos elogios, tantos sentimentos que ela me passou que eu fui adiando a leitura e adiando e adiando…

Até que essa semana – depois de mais de um mês sem conseguir ler nada depois do chororô no fim de “P.S.: Ainda amo você” (não quero falar sobre isso, obrigada! rs) e dos seis livros da série “Desventuras em série” – estava querendo mudar de ares e pedi ajuda no instagram (@amaverena) pra decidir a próxima leitura. Percebi que era hora de vencer meus medos (de livro, Verena?! rs) e comecei, finalmente, a ler esse livrinho lindo com um sol na capa amarela.

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Depois das quase duzentas paginas que li de uma vez só, fiquei pensando: por que não li esse livro antes? Ele me pegou de um jeito que eu não consegui sossegar enquanto não terminei de ler (no segundo dia de leitura rsrs).

Eu te darei o Sol conta a história de Noah e Jude, irmão gêmeos super apegados, até que um acontecimento esfria a relação deles (e deles com os pais) e os distancia cada vez mais, transformando tudo numa rede de segredos, mentiras, invejas, traições e disputas pelo carinho do seus pais e amigos.

A realidade é avassaladora. O mundo é um sapato apertado. Como as pessoas aguentam?

(Autorretrato: Excluído)

O livro é contado em primeira pessoa e dividido em capítulos narrados por Noah aos 13 anos e por Jude aos 16. Isso me deixou extremamente encantada com a linda habilidade da Jany Nelson de ligar os acontecimentos dos capítulos, mostrando as razões, explicações e consequências da trama toda, sem perder o ritmo e me deixando completamente ligada a história.

Os irmãos são artistas. Noah é super tímido e reservado, ele faz desenhos, no papel e na mente. Em todos os seus capítulos ele apresenta títulos de desenhos imaginários que ele cria a partir do que acontece nos seus dias. Jude, é mais popular, faz esculturas de areias, mas quase ninguém sabe. Só o Noah que sempre a observa de longe enquanto ela as esculpe. Os dois desejam entrar na Escola de Artes. Nos capítulos de Jude, ela sempre mostra partes da “bíblia” da sua vó falecida (com quem ela conversa regularmente), um livro de pensamentos, conselhos e simpatias para quase todas as horas. As personalidades dos irmãos mudam bastante nos três anos de intervalo contados no livro.

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Nenhuma mulher pode resistir a um homem com ondas e terremotos dentro de si.

Eu te darei o sol é um livro profundo. Você se envolve nos dramas dos irmãos, dos pais, Brian (sim, me apaixonei por Brian também), Oscar, Guillermo, de uma forma que enche a boca de “oh, nãos” quando começa a entender como as coisas aconteceram e como estão entrelaçadas. Um livro que fala sobre amor. Sobre as descobertas e redescobertas do amor. obre a dor da perda. Sobre família.

Talvez algumas pessoas simplesmente tenham sido feitas para estar na mesma história.

Vocês não imaginam o quanto eu chorei na cena final desse livro. Sei lá, acho que estava num dia cheio de emoções e esse livro serviu pra me transbordar. Simplesmente amei.

Arrisque-se (uma, duas, três, quatro vezes).

Reconstrua o mundo.

A autora ainda tem um livro chamado “O céu está em todo lugar” (já está na minha lista de desejos) e, segundo a editora Novo Conceito, a Warner Bros é detentora dos direitos dos dois livros. Será que vem filme por aí?

Com amor,

A. Verena

Livros

Tudo e todas as coisas – Nicola Yoon

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Olá, pessoas lindas, tudo bem? Espero que sim!

Hoje vou falar da minha última leitura, a primeira de fevereiro, esse livrinho lindo aí. Na primeira vez que li sobre esse livro pensei: mimimi a moça é doente, mimimi ela se apaixona, mimimi aposto que ela se cura no final e fica com o rapaz. E ao mesmo tempo: Q U E R O  E S T E  L I V R O! Vocês já repararam nessa capa linda? Esse fundo branco, essas imagens misturadas, essas cores. Confesso, sou uma apreciadora apaixonada de capas de livros e muitos deles são comprados (ou decididos) pela capa. Resolvi comprar a versão em inglês – Everything Everything – e, na hora H, acabei comprando Dreamology porque achei que a historia pudesse ser mais emocionante. Logo depois eu soube que ia lançar a edição em português (dos dois livros). Esperei. A versão em português chegou, eu tinha livros na fila pra ler e fui adiando a compra (e esperando o valor baixar um pouco, claro!). Acabei “ganhando” esse livro do meu pai de Natal (eu falei no outro post, lembra?) e fui me preparando, juro, pra um mimimi sem fim. Comecei a ler e… UAAAAAAAAU!

“Tudo é um risco. Não fazer nada é um risco. A decisão é sua.”

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Bem, Madeline tem uma doença rara. Ela tem alergia a tudo. Qualquer coisa pode desencadear alguma doença e, por isso, ela vive isolada do mundo na sua casa-bolha. Seu pai e seu irmão mais velho morreram num acidente de carro, então, é só ela e a mãe. Ah, e a enfermeira que passa grande parte do dia com ela, monitorando-a periodicamente. Um dia, Madeline percebe que uma família está se mudando para a casa ao lado e ela conhece Oliver. Pronto. A partir desse dia, sua vida muda completamente. Ela sabia que ia se apaixonar por ele. E eu não conto mais nada!

“De uma coisa eu tenho certeza: a vontade só leva a mais vontades. Não há limite para o desejo.”

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Que escrita legal, que forma legal, que história legal. Alias, legal não. Ótima. Perdoando alguns exageros, eu simplesmente amei esse livro. A forma que os capítulos são escritos, divididos, os emails trocados, os desenhos que resumem páginas e páginas de um capítulo, possivelmente, desnecessárias, o desenrolar da história. Tudo muito costuradinho. Quando você pensa que o livro está caminhando pra aquele mimimi já desconfiado… PAH! Essa sou eu chorando e rindo na sala de espera da clínica. E não. Não é um mimimi a-moça-doente-fica-curada-no-final. Quando você menos espera o final te surpreende de uma forma extremamente positiva. E te deixa pensando por horas nas diferentes formas que o amor pode se apresentar.

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Sim, amor aparece de várias formas. Minha mãe sempre fala que o amor pode ser um sentimento tão ruim quanto o ódio. Eu não entendia direito quando eu era mais nova, mas os anos vão passando e a cada dia que passa eu compreendo melhor o que ela quer dizer. Porque por amor se mata e se faz coisas inimagináveis. Esse livro me despertou esse pensamento. Como o amor, de todo jeito, pode nos levar a cometer loucuras. Boas ou ruins.

“Você já tem muitas coisas para temer. O amor não vai te matar.”

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Fiquei sabendo que o livro vai ganhar uma adaptação para o cinema. Já estou ansiosa desde agora. Ansiosa também pela versão em português do outro livro da Yoon, The sun is also a star. Será que eu aguento a espera? Acho que vou comprar o ebook em inglês, heim?! rs

Com amor,

A. Verena

Livros

A Sereia – Kiera Cass

Olá, pessoas lindas!

          Mesmo com o final das férias essa semana (para muita gente), eu ainda estou no clima férias + verão + 2 de fevereiro. E é por isso que eu trouxe esse livro lindo hoje. Com essa capa linda bem praiana.

017

          Já estava namorando esse livro há algum tempo. Me encantei pela escrita da Cass nos três primeiros livros d’A Seleção – uma leitura leve, rápida, excelente pro final de semana – mas não li comentários muito atraentes que me fizessem querer ler os outros dois. Desisti. Quando eu soube d’A Sereia eu me animei, mas passei 2016 inteiro inventando mil desculpas pra não comprá-lo. Tudo isso por causa no final dA Seleção. No Natal, ganhei um Vale Presente do meu pai (ele sempre gostou de me presentear com livros, mas com o passar dos anos, escolher foi se tornando uma tarefa difícil pra ele) e vi a oportunidade perfeita pra ter uns livros que por algum motivo não tinha comprado durante o ano. Confesso que no começo achei que não fosse gostar tanto do livro. Mas me livrei dos pensamentos negativos, mergulhei nessa leitura e não me arrependi.

008

          De tempos em tempos, a Água precisa que as sereias provoquem pequenos – ou grandes – naufrágios, sacrificando algumas vidas para que outras milhares sejam salvas. As sereias formam uma irmandade, todas foram poupadas e, transformadas em sereias, precisam servir a Água por cem anos antes de voltar a serem humanas comuns e continuar vivendo suas vidas até que os anos cheguem e elas concluam seus ciclos de vida. As sereias vivem quase como humanas normais, mas não podem falar – lembra das historias de sereias? Sua voz é fatal – e precisam mudar de cidade sempre que começam a desconfiar e suas verdadeiras identidades são colocadas em risco.

009

          No início do livro você pode não entender muito bem o que está acontecendo, não se espante. Tudo vai fazer sentido nas próximas páginas. Num naufrágio provocado pelas próprias sereias, Kahlen é escolhida e tem sua vida poupada ao aceitar ser transformada. Ela passa a ser parte daquela irmandade que, naturalmente, perde e ganha membros com o passar dos anos. Sempre fiel e obediente, ela é a “sereia perfeita”, a “preferida da Água”, até que ela conhece um garoto, Akinli, e seus dias de obediência parecem ter chegado ao fim. E a Água não vai gostar nada disso.

007

          A ligação entre eles é imediata. Pela primeira vez, Kahlen sente isso por alguém. Akinli se mostra bastante interessado naquela estranha que não podia falar e eles começam a viver algo novo e perigoso. Mas, por um descuido dela, algo que não poderia acontecer – em hipótese alguma – acontece. Kahlen e suas irmãs precisam mudar de cidade e, a partir daí, coisas estranhas começam a acontecer. Kahlen está doente? Ela está deixando de ser sereia? Isso é possível?

010

          O que eu achei bacana no livro é depois pensar no quanto as nossas vidas ficam conectadas quando amamos alguém. Às vezes, parece que a gente sente a tristeza, a alegria, a dor do outro, mesmo estando a quilômetros de distancia, não é verdade? Quando nosso coração é tocado, é como se ficássemos ligados àquela pessoa pelo resto da nossa vida. Familiares, amigos, amores… Quando o amor chega, não importa de que forma, ele amarra uma linha invisível ligando os dois corações para sempre.

          Então, corre lá pra ler essa delicinha de livro e sonhar com sereias, praias, mergulhos incríveis e vestidos apaixonantes. Se quiserem mais informações, entrem no site da editora. E nunca se esqueçam: “Sempre há espaço para o amor”.

Com amor,

A. Verena

Sem categoria

Nenhuma tempestade dura para sempre.

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          Alguém já parou pra pensar que isso tudo vai passar? E eu falo agora das coisas ruins, principalmente. Se as coisas boas acabam, porque as ruins durariam para sempre? Eu sei que pode parecer clichê, óbvio, mas você já se deu conta que essa onda negativa é só uma fase? Quando a gente chuta a quina da estante, sem querer, e machuca o nosso dedinho do pé é uma dor terrível. A gente grita, xinga, chora… Mas dali a alguns minutos a dor já era! E com as coisas mais sérias da vida também é assim. Na hora parece o fim do mundo, as lágrimas não pedem permissão, a gente acha que não vai ter saída. Mas o tempo vai passando… passando… Quanto mais você dedicar seu tempo e sua energia na dorzinha do dedinho mindinho do pé, mais ela vai demorar pra sumir. Ao contrário, a gente tenta fazer uma massagem, sai mancando um pouquinho e a vida segue. Alguém me disse uma vez que se o problema tem solução, você não tem problema, e se você não consegue solucionar o problema, o problema não é seu – ele vai ser resolvido com o tempo.

“Como dizem, às vezes é preciso aguentar o tranco e aceitar as cartas que a vida te dá.”

Melissa Hill – Um presente da Tiffany

          O tempo. Esse resolve tudo mesmo. O tempo vai passando e a gente vai se apegando às coisas que nos fazem sorrir. Porque, a princípio, é só isso que importa mesmo. Sorrir. Por menor que seja o sorriso. A gente mergulha de cabeça num livro novo, assiste filmes bobos ou complicados pra desviar nossa atenção, lembra daquele antigo desejo de começar algo novo. E, quando você percebe, já é um outro dia.

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          Um dia completamente novo pra você. Sua mente está a mil por hora, as ideias num turbilhão. Você percebe que seu cabelo acordou bonito, se sente orgulhosa por ter conseguido escovar os dentes, tomar banho e tomar café assim que acordou. Descobre um sorriso ao ouvir a voz da sua melhor amiga, que está muito feliz lá do outro lado da linha. Troca umas fotos com seu “prirmão”, que te enche de elogios e palavras de apoio. Sua mãe prepara aquela sua comidinha preferida, que pode até não estar tão boa de sal, mas  que foi temperada com muito amor. Suas ideias começam a virar ações e ter bons resultados. E você vai vencendo mais um dia, sem ter derramado uma lágrima sequer. E decide que vai levar a diante seu plano de ser feliz. Fazendo o que estiver ao seu alcance para que o problema fique longe, tentando aproveitar todos os momentos da melhor forma possível, retirando alegrias de todos os lugares. E vencendo mais um dia, e mais um dia, e mais um dia…

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Porque nenhuma tempestade dura para sempre. A gente aprende com elas. Cresce com elas. A gente aceita as cartas que a vida dá, aceita os problemas, a dorzinha do pé. Não tem jeito, já está feito. Mas podemos olhar pra frente e aproveitar o que temos para diminuir nossa dor. No futuro, essa vai ter sido apenas mais uma fase ruim de tantas outras que já aconteceram nas nossas vidas e de tantas outras que ainda vão acontecer. Então, pra quê dedicar tanta energia para pensamentos negativos?

Com amor,

A. Verena