Livros

Tudo e todas as coisas – Nicola Yoon

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Olá, pessoas lindas, tudo bem? Espero que sim!

Hoje vou falar da minha última leitura, a primeira de fevereiro, esse livrinho lindo aí. Na primeira vez que li sobre esse livro pensei: mimimi a moça é doente, mimimi ela se apaixona, mimimi aposto que ela se cura no final e fica com o rapaz. E ao mesmo tempo: Q U E R O  E S T E  L I V R O! Vocês já repararam nessa capa linda? Esse fundo branco, essas imagens misturadas, essas cores. Confesso, sou uma apreciadora apaixonada de capas de livros e muitos deles são comprados (ou decididos) pela capa. Resolvi comprar a versão em inglês – Everything Everything – e, na hora H, acabei comprando Dreamology porque achei que a historia pudesse ser mais emocionante. Logo depois eu soube que ia lançar a edição em português (dos dois livros). Esperei. A versão em português chegou, eu tinha livros na fila pra ler e fui adiando a compra (e esperando o valor baixar um pouco, claro!). Acabei “ganhando” esse livro do meu pai de Natal (eu falei no outro post, lembra?) e fui me preparando, juro, pra um mimimi sem fim. Comecei a ler e… UAAAAAAAAU!

“Tudo é um risco. Não fazer nada é um risco. A decisão é sua.”

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Bem, Madeline tem uma doença rara. Ela tem alergia a tudo. Qualquer coisa pode desencadear alguma doença e, por isso, ela vive isolada do mundo na sua casa-bolha. Seu pai e seu irmão mais velho morreram num acidente de carro, então, é só ela e a mãe. Ah, e a enfermeira que passa grande parte do dia com ela, monitorando-a periodicamente. Um dia, Madeline percebe que uma família está se mudando para a casa ao lado e ela conhece Oliver. Pronto. A partir desse dia, sua vida muda completamente. Ela sabia que ia se apaixonar por ele. E eu não conto mais nada!

“De uma coisa eu tenho certeza: a vontade só leva a mais vontades. Não há limite para o desejo.”

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Que escrita legal, que forma legal, que história legal. Alias, legal não. Ótima. Perdoando alguns exageros, eu simplesmente amei esse livro. A forma que os capítulos são escritos, divididos, os emails trocados, os desenhos que resumem páginas e páginas de um capítulo, possivelmente, desnecessárias, o desenrolar da história. Tudo muito costuradinho. Quando você pensa que o livro está caminhando pra aquele mimimi já desconfiado… PAH! Essa sou eu chorando e rindo na sala de espera da clínica. E não. Não é um mimimi a-moça-doente-fica-curada-no-final. Quando você menos espera o final te surpreende de uma forma extremamente positiva. E te deixa pensando por horas nas diferentes formas que o amor pode se apresentar.

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Sim, amor aparece de várias formas. Minha mãe sempre fala que o amor pode ser um sentimento tão ruim quanto o ódio. Eu não entendia direito quando eu era mais nova, mas os anos vão passando e a cada dia que passa eu compreendo melhor o que ela quer dizer. Porque por amor se mata e se faz coisas inimagináveis. Esse livro me despertou esse pensamento. Como o amor, de todo jeito, pode nos levar a cometer loucuras. Boas ou ruins.

“Você já tem muitas coisas para temer. O amor não vai te matar.”

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Fiquei sabendo que o livro vai ganhar uma adaptação para o cinema. Já estou ansiosa desde agora. Ansiosa também pela versão em português do outro livro da Yoon, The sun is also a star. Será que eu aguento a espera? Acho que vou comprar o ebook em inglês, heim?! rs

Com amor,

A. Verena

Livros

A Sereia – Kiera Cass

Olá, pessoas lindas!

          Mesmo com o final das férias essa semana (para muita gente), eu ainda estou no clima férias + verão + 2 de fevereiro. E é por isso que eu trouxe esse livro lindo hoje. Com essa capa linda bem praiana.

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          Já estava namorando esse livro há algum tempo. Me encantei pela escrita da Cass nos três primeiros livros d’A Seleção – uma leitura leve, rápida, excelente pro final de semana – mas não li comentários muito atraentes que me fizessem querer ler os outros dois. Desisti. Quando eu soube d’A Sereia eu me animei, mas passei 2016 inteiro inventando mil desculpas pra não comprá-lo. Tudo isso por causa no final dA Seleção. No Natal, ganhei um Vale Presente do meu pai (ele sempre gostou de me presentear com livros, mas com o passar dos anos, escolher foi se tornando uma tarefa difícil pra ele) e vi a oportunidade perfeita pra ter uns livros que por algum motivo não tinha comprado durante o ano. Confesso que no começo achei que não fosse gostar tanto do livro. Mas me livrei dos pensamentos negativos, mergulhei nessa leitura e não me arrependi.

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          De tempos em tempos, a Água precisa que as sereias provoquem pequenos – ou grandes – naufrágios, sacrificando algumas vidas para que outras milhares sejam salvas. As sereias formam uma irmandade, todas foram poupadas e, transformadas em sereias, precisam servir a Água por cem anos antes de voltar a serem humanas comuns e continuar vivendo suas vidas até que os anos cheguem e elas concluam seus ciclos de vida. As sereias vivem quase como humanas normais, mas não podem falar – lembra das historias de sereias? Sua voz é fatal – e precisam mudar de cidade sempre que começam a desconfiar e suas verdadeiras identidades são colocadas em risco.

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          No início do livro você pode não entender muito bem o que está acontecendo, não se espante. Tudo vai fazer sentido nas próximas páginas. Num naufrágio provocado pelas próprias sereias, Kahlen é escolhida e tem sua vida poupada ao aceitar ser transformada. Ela passa a ser parte daquela irmandade que, naturalmente, perde e ganha membros com o passar dos anos. Sempre fiel e obediente, ela é a “sereia perfeita”, a “preferida da Água”, até que ela conhece um garoto, Akinli, e seus dias de obediência parecem ter chegado ao fim. E a Água não vai gostar nada disso.

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          A ligação entre eles é imediata. Pela primeira vez, Kahlen sente isso por alguém. Akinli se mostra bastante interessado naquela estranha que não podia falar e eles começam a viver algo novo e perigoso. Mas, por um descuido dela, algo que não poderia acontecer – em hipótese alguma – acontece. Kahlen e suas irmãs precisam mudar de cidade e, a partir daí, coisas estranhas começam a acontecer. Kahlen está doente? Ela está deixando de ser sereia? Isso é possível?

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          O que eu achei bacana no livro é depois pensar no quanto as nossas vidas ficam conectadas quando amamos alguém. Às vezes, parece que a gente sente a tristeza, a alegria, a dor do outro, mesmo estando a quilômetros de distancia, não é verdade? Quando nosso coração é tocado, é como se ficássemos ligados àquela pessoa pelo resto da nossa vida. Familiares, amigos, amores… Quando o amor chega, não importa de que forma, ele amarra uma linha invisível ligando os dois corações para sempre.

          Então, corre lá pra ler essa delicinha de livro e sonhar com sereias, praias, mergulhos incríveis e vestidos apaixonantes. Se quiserem mais informações, entrem no site da editora. E nunca se esqueçam: “Sempre há espaço para o amor”.

Com amor,

A. Verena

Sem categoria

Nenhuma tempestade dura para sempre.

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          Alguém já parou pra pensar que isso tudo vai passar? E eu falo agora das coisas ruins, principalmente. Se as coisas boas acabam, porque as ruins durariam para sempre? Eu sei que pode parecer clichê, óbvio, mas você já se deu conta que essa onda negativa é só uma fase? Quando a gente chuta a quina da estante, sem querer, e machuca o nosso dedinho do pé é uma dor terrível. A gente grita, xinga, chora… Mas dali a alguns minutos a dor já era! E com as coisas mais sérias da vida também é assim. Na hora parece o fim do mundo, as lágrimas não pedem permissão, a gente acha que não vai ter saída. Mas o tempo vai passando… passando… Quanto mais você dedicar seu tempo e sua energia na dorzinha do dedinho mindinho do pé, mais ela vai demorar pra sumir. Ao contrário, a gente tenta fazer uma massagem, sai mancando um pouquinho e a vida segue. Alguém me disse uma vez que se o problema tem solução, você não tem problema, e se você não consegue solucionar o problema, o problema não é seu – ele vai ser resolvido com o tempo.

“Como dizem, às vezes é preciso aguentar o tranco e aceitar as cartas que a vida te dá.”

Melissa Hill – Um presente da Tiffany

          O tempo. Esse resolve tudo mesmo. O tempo vai passando e a gente vai se apegando às coisas que nos fazem sorrir. Porque, a princípio, é só isso que importa mesmo. Sorrir. Por menor que seja o sorriso. A gente mergulha de cabeça num livro novo, assiste filmes bobos ou complicados pra desviar nossa atenção, lembra daquele antigo desejo de começar algo novo. E, quando você percebe, já é um outro dia.

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          Um dia completamente novo pra você. Sua mente está a mil por hora, as ideias num turbilhão. Você percebe que seu cabelo acordou bonito, se sente orgulhosa por ter conseguido escovar os dentes, tomar banho e tomar café assim que acordou. Descobre um sorriso ao ouvir a voz da sua melhor amiga, que está muito feliz lá do outro lado da linha. Troca umas fotos com seu “prirmão”, que te enche de elogios e palavras de apoio. Sua mãe prepara aquela sua comidinha preferida, que pode até não estar tão boa de sal, mas  que foi temperada com muito amor. Suas ideias começam a virar ações e ter bons resultados. E você vai vencendo mais um dia, sem ter derramado uma lágrima sequer. E decide que vai levar a diante seu plano de ser feliz. Fazendo o que estiver ao seu alcance para que o problema fique longe, tentando aproveitar todos os momentos da melhor forma possível, retirando alegrias de todos os lugares. E vencendo mais um dia, e mais um dia, e mais um dia…

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Porque nenhuma tempestade dura para sempre. A gente aprende com elas. Cresce com elas. A gente aceita as cartas que a vida dá, aceita os problemas, a dorzinha do pé. Não tem jeito, já está feito. Mas podemos olhar pra frente e aproveitar o que temos para diminuir nossa dor. No futuro, essa vai ter sido apenas mais uma fase ruim de tantas outras que já aconteceram nas nossas vidas e de tantas outras que ainda vão acontecer. Então, pra quê dedicar tanta energia para pensamentos negativos?

Com amor,

A. Verena